sexta-feira, 18 de junho de 2010

Resenha a partir do texto Arte, ciência e desenvolvimento, de João Moreira Salles

                                                                        Nanoarte. Um exemplo a ser seguido no cotidiano. 

Unir em um só texto, arte, ciência e desenvolvimento de forma harmoniosa parece mais simples do que a realidade descrita por João Moreira Salles. Em um ensaio feito a partir de um discurso para doutores em exatas, João questiona a barreira entre as humanidades e as exatas, e as conseqüências ocorridas em nível nacional.
Em tese, o que o autor do ensaio, que é documentarista, tenta expressar é o quanto as profissões e classes de conhecimento científico estão sendo substituídas pelas matérias ligadas às áreas humanas, usando exemplos claros de como houve uma separação e até um tipo de indiferença por parte da massa das humanidades, que esbraveja as literaturas pautadas no comportamento do homem, mas desconhece a Física fundamental.
 Ainda nessa idéia, é visto o enfoque que a mídia dá nela mesma e no que mais convêm, mostrando incentivos às artes e outras ciências sociais, mas não leva ao conhecimento de público o espaço da ciência, das engenharias, sendo que esse público, em sua maioria, desconhece a Academia Brasileira de Ciências, um espaço que objetiva incentivar os estudiosos da área no país.
Focando nesses exemplos, dados mostram que a quantidade de formandos em humanas no Brasil é muito maior do que em exatas. Deste modo, é simples entender o porquê do desenvolvimento se concretizar de forma tão lenta, quase nula, no país. Países que competem com o Brasil têm maior quantidade de pessoas capazes de trabalharem no desenvolvimento exato de empresas e consequentemente, do país onde estão.
Usando como base o ensaio lido, fica claro que as humanidades são privilegiadas por ainda acolherem a mediocridade no hall de estudiosos formados pelas instituições. São poucos os que fazem matemática por falta de opção ou por decisão tomada de forma consciente, mas em uma sala de aula de estudantes de Direito, por exemplo, muitos se adequam, mas provavelmente poucos serão especialistas dedicados e que se destacam nas posições que ocupam. O curso é apenas um exemplo, em todos serão encontrados os “duvidosos”, até porque a sociedade cobra uma decisão séria demais em muito pouco tempo. Certo é que é mais fácil ser um sociólogo do que um físico, principalmente em um país entranhado na cultura das exatas serem chatas demais, difíceis demais.

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